No fim da década de 70 as autarquias eram presididas pelas pessoas mais influentes, credíveis e estimadas da terra - médicos, bancários, professores... que nada recebiam e nada precisavam desses cargos, assumindo apenas e só o amor pela sua terra
Na década de 80 passaram a ser dirigidas por "patos bravos" e "self made mans" - aqueles que sem estudos e vindos de humildes origens conseguiram singrar na vida, ostentando o alcançado, ignorando o pouco que auferiam, aproveitavam esses cargos para complementar o estatuto adquirido
Com a década de 90 começam a aparecer os primeiros licenciados, que depois de uma carreira própria encaram estes novos cargos como mais uma etapa nas suas vidas profissionais
Nas últimas duas décadas os lugares foram ocupados por profissionais da política, indivíduos que saídos das faculdades, fizeram os seu estágios profissionais e entraram directamente nas autraquias, sendo presidentes, vereadores, gestores, directores, chefes... sem qualquer experiência profissional noutras áreas
Independentemente dos partidos políticos, hoje as nossas autarquias locais são presididas por indivíduos sem a menor sensibilidade, bom gosto, preparação e competência técnica e política para o efeito. Apresentando um défice cultural e educacional que é também transversal a toda a sociedade
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